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» » Câmara de Arapongas terá de revisar "Erros" de Lei Orgânica, "aprovada no fim de 2012"


ERROS                

Numa delas, o texto chama o povo araponguense como “povo limeirense”,  o gentílico do município paulista de Limeira. Além disso,  há a menção de impostos extintos há mais de duas décadas.

Arapongas - 'Erros de 'digitação' encontrados na atualização da principal lei municipal de Arapongas levaram o Ministério Público(MP) a recomendar a revisão do documento. A Lei Orgânica do Município foi aprovada no final de 2012, mesmo contendo “equívocos discrepantes”, como a própria troca de gentílico da cidade. A presidência da Câmara informou que o documento já tinha sido consertado antes mesmo da intervenção do MP.

A recomendação administrativa da promotoria foi encaminhada na última sexta-feira (17 de janeiro). Segundo o Ministério Público do Paraná a atualização da Lei Orgânica, redigida pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), trás diversas discrepâncias. Numa delas, o texto chama o povo araponguense como “povo limeirense”, o gentílico do município paulista de Limeira. Além disso, há a menção de impostos extintos há mais de duas décadas. 

A 1ª Promotoria de Justiça, considerou, por meio de nota publicada ontem(20/01), que essa situação gera “imensurável dano à imagem desta Casa de Leis, inclusive sob o ponto de vista dos princípios constitucionais administrativos”, uma vez que erra, inclusive, no jeito de se referir aos moradores de Arapongas. O órgão deu prazo de 5 dias para que a Câmara de Vereadores de Arapongas envie uma resposta sobre o caso.

De acordo com a presidente do Legislativo, Margareth Pimpão (PSD), a Lei Orgânica foi votada em 2012 e, na época, os vereadores não revisaram o projeto. “No ano passado [2013] nós detectamos que havia alguns erros e entramos em contato com o IBAM. Após esse contato, regularizamos todos esses problemas”, explica Margareth Pimpão. 

A vereadora ainda acrescenta que a nova Lei ficou pronta no fim de 2013 e deve ser votada nas primeiras sessões da Casa, em fevereiro de 2014.  Quando nós percebemos os erros conversamos com o IBAM e o instituto nos disse que o problema foi causado por um erro de impressão. Além de arrumarmos os problemas apontados pelo MP, aproveitamos ainda para readequar outras coisas que não condiziam mais com a realidade do nosso município”, diz a presidente da Câmara dos Vereadores.


Correções
A presidenta da Câmara Municipal de Arapongas, Margareth Pimpão Giocondo, informou que já havia identificado as “INCORREÇÕES JURÍDICAS” e, antes mesmo da intervenção do Ministério Público, entrou em entendimento com o instituto Brasileiro de Administração Municipal(IBAM). “Fizemos um estudo aprofundado e o documento está pronto desde o ano passado”, disse à reportagem. Para garantir mais tempo para apreciação do documento, preferiu-se adiar aprovação para o começo deste ano. “Na primeira sessão(após o recesso) faremos a leitura”, adianta Margareth, completando que os equívocos não chegaram a causar constrangimentos. Ela destacou que o Ibam tem “imensa” experiência e “notório e reconhecido histórico” de atuação no ramo.


G1/Tribuna do Norte, em 21/01/2014
Foto Arapongastotal

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