CARÁTER
MARCO
DA SILVA DIZ TER VISTO MULHER PASSAR DE MOTO E DEIXAR ENVELOPE CAIR. MOTOCICLISTA
ERA A CORRETORA KARINE PEYROT, QUE CHAMOU HOMEM DE 'ANJO'.
MARCO
DA SILVA DIZ TER VISTO MULHER PASSAR DE MOTO E DEIXAR ENVELOPE CAIR. MOTOCICLISTA
ERA A CORRETORA KARINE PEYROT, QUE CHAMOU HOMEM DE 'ANJO'.
Blog, em 08/04/2014, de Arapongas - com Felipe Truda, do G1 RS
A repercussão de um gesto considerado normal por Marco Antônio da Silva, de 32 anos, surpreendeu o segurança, morador de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Ele conta que agiu como a mãe havia lhe ensinado quando encontrou um envelope com uma conta e R$ 600 em dinheiro. Mesmo sem conhecer a dona, pagou o boleto. "Em nenhum momento, pensei em ficar com o dinheiro porque sou evangélico e minha educação veio desde pequeno. Minha mãe me ensinou a não mexer com o que não é nosso", contou o segurança.
O
fato aconteceu na última quarta-feira (2), no início da tarde.
Marco conta que esperava o ônibus em uma parada na Avenida Feitoria,
no bairro Rio Branco, quando uma moça passou por ele de moto e
deixou cair o envelope. "Na mesma hora, juntei o dinheiro e fui
à lotérica", conta.
"Minha educação veio desde pequeno. Minha mãe me ensinou a não mexer com o que não é nosso”
- Marco Antônio da Silva, segurança
Mas
Marco pagou e postou o próprio número do telefone celular no
Facebook, explicando a situação. Uma amiga de Karine viu a postagem
e a mostrou. "Umas 20h. a Karine me ligou chorando e dizendo que
eu era um anjo para ela. Aí ficamos amigos", contou.A conta era
da corretora de imóveis Karine Peyrot, de 41 anos. "Saí de
casa correndo, botei no bolso da jaqueta e estava 'atucanada', pois
era o último dia para pagar. Quando cheguei à lotérica, pus a mão
no bolso e não estava lá. Me desesperei", contou.
Desde
então, o segurança conta que vem recebendo inúmeras mensagens de
parabéns e pedidos de amizade pelo Facebook, e vem dando entrevista
a vários veículos de imprensa. "Me surpreendeu [a
repercussão]. Não esperava. Adicionei gente de São Paulo, Rio de
Janeiro e da Bahia. Me convidaram até para passar um fim de semana
lá", conta.
O
segurança, no entanto, garante que em nenhum momento pensou em ficar
famoso por praticar o gesto de solidariedade. O que veio na cabeça
do segurança foi a lembrança de ter passado por algo semelhante,
mas na ocasião ninguém o ajudou. "Pensei
no desespero da pessoa, lembrei que aconteceu a mesma coisa
comigo. Eu estava indo pagar uma fatura no ano passado no valor de R$
50 e entrei em desespero. Aí pensei que, só por ter perdido R$ 50
fiquei chateado. Imagina perder R$ 600", contou.
Karine ainda se emociona ao lembrar a empolgação do segurança com a repercussão da boa ação. "É um querido. A gente virou amigo. Parece que eu conheço ele há mil anos", comentou.
Karine ainda se emociona ao lembrar a empolgação do segurança com a repercussão da boa ação. "É um querido. A gente virou amigo. Parece que eu conheço ele há mil anos", comentou.

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