Tribuna - Nesta quarta-feira (8) o trânsito no perímetro urbano de Arapongas, fez mais uma vítima.
A ciclista Maria Aparecida Pereira, de 45 anos que residia no Conjunto Palmares, foi atropelada pelo caminhão da empresa Cetec. Ela sofreu esmagamento de crânio. A mulher era mãe de três filhos menores e não estava grávida, conforme informação preliminar de populares. No fim de agosto, Elza Correia de Souza, 54, também faleceu após atropelamento na Avenida Gaturamo.
A Avenida Gaturamo, assim como a Rouxinol, tem grande fluxo de veículos leves e pesados, além dos motociclistas e ciclistas dividindo espaço.
Segundo o diretor de Trânsito Aparecido de Oliveira, as ruas com tráfego pesado, como a Rouxinol e a Gaturamo, exigem mais atenção dos motoristas, ciclistas e pedestres. "Arapongas não tem ligação interbairros. Como todos precisam passar pelo centro, algumas vias tem tráfego de veículos constantes e isso requer maior atenção". A ciclovia de Araponas é paralela à linha férrea, que passa pela Rua Rouxinol, onde ocorreu o atropelamento.
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| Foto reprodução internet |
Plano de Mobilidade Urbana - De acordo com Oliveira, o tráfego de ciclistas em Arapongas diminuiu consideravelmente nos últimos anos. Hoje, são cerca de 10 mil para uma frota de 75 mil veículos na cidade. Segundo ele, o município estuda a implantação de mais ciclovias nas áreas onde há grande fluxo para melhorar a segurança. "O Plano de Mobilidade Urbana contempla um projeto cicloviário para Arapongas, que prevê a construção de ciclovias nas vias de tráfego pesado. Mas, claro, isso é algo ao longo prazo, porque exige diversos estudos e planejamento, demanda tempo e custo. Para implantar uma ciclovia na Avenida Gaturamo, por exemplo, precisaríamos retirar o estacionamento de um dos lados. É algo complexo que precisa ser analisado com cautela, mas que já entrou em estudo", garante.
O Plano de Mobilidade Urbana precisa ser apresentado ao Ministério das Cidades até 2015. A Diretoria de Trânsito define as ruas Tangará, Iratauá, Rouxinol e avenidas Siriema e Gaturamo como os locais onde há o maior fluxo de veículos e que, portanto, exigem mais atenção dos motoristas.
Em 09/10/2014
Com Informações de Tribuna do Norte
Edição 7.106, de 09/10/2014
