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» » » » » 1º de outubro – Dia Internacional do Idoso

Expectativa de vida aumenta a cada ano no Brasil. Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, até 2050, país seja o 6º do mundo com maior número de idosos.

Em 1º de outubro é celebrado o Dia Internacional do Idoso, data instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1991, com o propósito de sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e valorização dos idosos.

De acordo com a médica especialista em Gestão de Saúde do Carelink, Flávia Marques, entre os desafios para se chegar à terceira idade com qualidade de vida estão a educação e a prevenção, somados ao respeito e cidadania, que precisam ser considerados com esta parcela da população que representa 7,5% do total, segundo dados de 2012 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e que em 2060 chegará a 29%.

“Envelhecemos todos os dias, desde o nascimento, por isso, a educação é a base para o cidadão ter acesso às informações sobre a importância da prevenção e às ferramentas que estão à disposição para os cuidados com a saúde e, consequentemente, o bem-estar para aproveitamento da chamada ‘melhor idade’”, explicou Flávia.

A pirâmide de idade tem se modificado muito nas últimas décadas, por conta do acesso à saúde e novas tecnologias para tratamentos e prevenção, contudo, em países ainda em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, a qualidade e expectativa de vida ainda está bem abaixo dos países desenvolvidos.

No Brasil, em 2010, a expectativa média de vida de um idoso era de 73,6 anos, enquanto que nos Estados Unidos era de 78 anos e na Austrália 82 anos, conforme dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). Para 2020, a expectativa média dos brasileiros será de 76,7 anos e, em 2030, aumenta para 78,6 anos.

Dentre as dicas de prevenção para uma terceira idade com qualidade de vida, que devem ser adotadas o quanto antes, a Dra. Flávia destaca: ter uma alimentação saudável e equilibrada, beber muita água, consultar médicos com regularidade e tirar dúvidas, questionar, entender bem o que foi receitado, para não usar medicamentos errados e ainda realizar exames regulares, como de colesterol, pressão arterial, por exemplo. Além disso, dormir bem e se exercitar são essenciais. “É uma somatória de ações que também devem estar atreladas ao cuidado de forma geral, consigo próprio e com o outro, e ainda se colocar no lugar do idoso, afinal, é uma forma de olharmos para o futuro e realizarmos hoje o que queremos em longo prazo”, disse a especialista do Carelink.

Alzheimer é uma das principais doenças da terceira idade

O número de idosos está cada vez maior. A Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que até 2050, o Brasil seja o 6º país do mundo com maior número de idosos. O Se por um lado isso é bom, porque demonstra que a expectativa de vida aumentou, por outro significa que mais pessoas estão sujeitas às doenças associadas ao envelhecimento.

O otorrinogeriatra do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba (PR), Dr. Herton Coifman, destaca que a saúde dos idosos deve ter uma maior atenção. “A capacidade funcional ao longo da vida, vai reduzindo por uma falência múltipla de todos os sentidos e órgãos, seja a audição, equilíbrio, olfato, e também deglutição”, afirma. Para ter uma qualidade de vida neste período da vida, Dr. Vitor Pintarelli, geriatra do HNSG, recomenda que o idoso mantenha sob controle as doenças que já possui, não tome medicamentos por conta própria, tenha uma alimentação saudável e pratique atividades físicas. “É importante que ele se mantenha intelectualmente ativo, vá ao clube, leia livros, vá a igreja, faça voluntariado e nunca pare no tempo”, alerta o médico.

Várias doenças podem surgir na terceira idade, porém a mais comum das demências é o Alzheimer, causado pela morte de células cerebrais. A doença ocorre após os 65 anos de idade, e não se conhece a sua causa específica, porém surge na população que vive mais. “O alzheimer compromete a memória, o raciocínio, as emoções, a capacidade de realizar tarefas e possui evolução progressiva e incapacitante”, explica Dr. Vitor.

O diagnóstico precoce é importante para que a família tenha tempo de assimilar as mudanças cognitivas e comportamentais do paciente, pois com a evolução progressiva da doença o idoso se torna cada vez mais dependente. “Muitos precisam de ajuda para se vestir, se alimentar, deslocar, fazer o uso do banheiro, e tomar banho”, destaca Dr. Vitor. O apoio da família também é fundamental para este cuidado. “A melhor maneira de ajudá-lo, é não dar informações que ele não possa lembrar, para não causar maior sofrimento”, orienta Dr. Vitor.

Além desses cuidados, o acompanhamento médico, por meio de check-ups, solicitado pelo médico, também é essencial. Segundo o Dr. Mauro Piovezan, também médico geriatra do HNSG, os cuidados devem ser constantes em todas as fases da vida. “Não existe idade limite para alguém consultar um geriatra”, diz.


Blog em 01/10/2014
Fonte: Portal Hospitais Brasil
Foto Blog

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