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» » » » Trabalhadores do transporte coletivo entram em acordo com empresa TUA por reajuste salarial

Foto facebook Miguel Messias
Os 35 motoristas da empresa Transporte Urbano de Arapongas (TUA) que estavam em greve voltaram ao trabalho no final da manhã desta terça-feira (7). A categoria aceitou reajuste de 10% - 5% a menos do reivindicado - e equiparação dos salários dos motoristas de micro-ônibus com comparativo condutores dos coletivos de grande porte 

A araponguense Simone Cristina, que mora há 9 km de distância do local onde trabalha, foi uma das prejudicadas com a paralisação. “É muito longe e não tem como vir a pé. Como a greve pegou todo mundo de surpresa, hoje (ontem) foi preciso encontrar um outro meio de vir para o trabalho. Hoje, meu marido me trouxe, mas não sei como vai ser se essa paralisação se arrastar por muito tempo. Sem ônibus fica complicado, muda a rotina de todo mundo”, reclama.  

A greve é resultado de uma série de reivindicações feitas pelos funcionários à empresa. A classe reivindicava um aumento salarial de 15%, além do aumento de 5% no valor da comissão pelo serviço de cobrador que o próprio motorista exerce. Além disso, eles pediam a equiparação salarial independentemente do porte do ônibus, seja micro ou comum, e regulamentação das horas extras. 

“Nos reunimos com a classe patronal que ofereceu 10% de reajuste salarial. A empresa alega que está operando em Arapongas no vermelho e que, por este motivo, não tinha condições de atender às solicitaçõers dos motoristas, pontuou o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina e região (Sinttrol), Idenildo Dias Alves. 

A TUA alega que, devido à baixa quantidade de usuários pagantes- são cerca de 5 mil diariamente-, a empresa não tem obtido lucros satisfatórios no município. Por este motivo, segundo a TUA, seria necessário reajustar a tarifa dos atuais R$ 2,15 para R$ 3,30. 

SUBSÍDIO - Na tarde de ontem, a Prefeitura de Arapongas emitiu uma nota informando que a empresa empresa de Transporte Urbano de Arapongas (TUA), tem solicitado subsídio para continuar a prestação de serviços no município. A TUA realiza o transporte coletivo no perímetro urbano da cidade e alega que devido a baixa quantidade de usuários, somada à questão inflacionária, a tarifa deve sofrer reajuste de 53,4% a fim de que o contrato seja equilibrado. Para que o valor da tarifa não sofra esse aumento, a Prefeitura terá que subsidiá-la, mas depende de autorização do legislativo, já que serão necessários recursos próprios do município para atender a essa demanda.

Atualmente o valor da passagem é de R$ 2,15; a TUA solicita novo valor de R$ 3,30. A Prefeitura de Arapongas está elaborando um projeto de lei que prevê um subsídio de R$ 100.000,00 mensais para a empresa. Caso haja aprovação do projeto, a tarifa terá o valor corrigido para apenas R$ 2,45 tendo o restante do valor subsidiado pela Prefeitura Municipal.

Por força do subsídio, a Prefeitura exigirá melhores condições da prestação do serviço público, que deverão constar em contrato. O secretário de Obras, Transporte e Desenvolvimento Urbano, Pedro de Marco Junior, e o procurador geral do município, Fernando Augusto Sartori, informam que este projeto deverá ser protocolizado ainda nesta semana na Câmara Municipal.

Para que o custeio seja feito, a Câmara de Vereadores precisará aprovar um projeto de lei que será encaminhado pelo Executivo nos próximos dias. Porém, até que o acordo entre a Prefeitura e a empresa não reflita nas reivindicações dos motoristas, o serviço permanecerá suspenso. “Esse acordo pode até melhorar para eles, mas se não melhorar para a gente, não adianta nada. Queremos que nossas exigências também sejam revistas. Se isso não acontecer, nós vamos continuar parados e a população sem o serviço”, afirmou o motorista Sérgio Lopes. Procurada pela Tribuna, a direção da TUA não quis se manifestar sobre as negociações.



Blog em 07/10/2014
Fonte: © 2014 Tribuna do Norte (TNOnline)

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