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| Foto facebook Miguel Messias |
A araponguense Simone Cristina, que mora há 9 km de distância do local onde trabalha, foi uma das prejudicadas com a paralisação. “É muito longe e não tem como vir a pé. Como a greve pegou todo mundo de surpresa, hoje (ontem) foi preciso encontrar um outro meio de vir para o trabalho. Hoje, meu marido me trouxe, mas não sei como vai ser se essa paralisação se arrastar por muito tempo. Sem ônibus fica complicado, muda a rotina de todo mundo”, reclama.
A greve é resultado de uma série de reivindicações feitas pelos funcionários à empresa. A classe reivindicava um aumento salarial de 15%, além do aumento de 5% no valor da comissão pelo serviço de cobrador que o próprio motorista exerce. Além disso, eles pediam a equiparação salarial independentemente do porte do ônibus, seja micro ou comum, e regulamentação das horas extras.
“Nos reunimos com a classe patronal que ofereceu 10% de reajuste salarial. A empresa alega que está operando em Arapongas no vermelho e que, por este motivo, não tinha condições de atender às solicitaçõers dos motoristas, pontuou o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina e região (Sinttrol), Idenildo Dias Alves.
A TUA alega que, devido à baixa quantidade de usuários pagantes- são cerca de 5 mil diariamente-, a empresa não tem obtido lucros satisfatórios no município. Por este motivo, segundo a TUA, seria necessário reajustar a tarifa dos atuais R$ 2,15 para R$ 3,30.
SUBSÍDIO - Na tarde de ontem, a Prefeitura de Arapongas emitiu uma nota informando que a empresa empresa de Transporte Urbano de Arapongas (TUA), tem solicitado subsídio para continuar a prestação de serviços no município. A TUA realiza o transporte coletivo no perímetro urbano da cidade e alega que devido a baixa quantidade de usuários, somada à questão inflacionária, a tarifa deve sofrer reajuste de 53,4% a fim de que o contrato seja equilibrado. Para que o valor da tarifa não sofra esse aumento, a Prefeitura terá que subsidiá-la, mas depende de autorização do legislativo, já que serão necessários recursos próprios do município para atender a essa demanda.
Atualmente o valor da passagem é de R$ 2,15; a TUA solicita novo valor de R$ 3,30. A Prefeitura de Arapongas está elaborando um projeto de lei que prevê um subsídio de R$ 100.000,00 mensais para a empresa. Caso haja aprovação do projeto, a tarifa terá o valor corrigido para apenas R$ 2,45 tendo o restante do valor subsidiado pela Prefeitura Municipal.
Por força do subsídio, a Prefeitura exigirá melhores condições da prestação do serviço público, que deverão constar em contrato. O secretário de Obras, Transporte e Desenvolvimento Urbano, Pedro de Marco Junior, e o procurador geral do município, Fernando Augusto Sartori, informam que este projeto deverá ser protocolizado ainda nesta semana na Câmara Municipal.
Para que o custeio seja feito, a Câmara de Vereadores precisará aprovar um projeto de lei que será encaminhado pelo Executivo nos próximos dias. Porém, até que o acordo entre a Prefeitura e a empresa não reflita nas reivindicações dos motoristas, o serviço permanecerá suspenso. “Esse acordo pode até melhorar para eles, mas se não melhorar para a gente, não adianta nada. Queremos que nossas exigências também sejam revistas. Se isso não acontecer, nós vamos continuar parados e a população sem o serviço”, afirmou o motorista Sérgio Lopes. Procurada pela Tribuna, a direção da TUA não quis se manifestar sobre as negociações.
Blog em 07/10/2014
Fonte: © 2014 Tribuna do Norte (TNOnline)
