Sindicato se reunirá nesta quinta-feira (19) com direção regional da empresa
Reprodução Gazeta do Povo - 18/03/2015
Após terem paralisado parte dos serviços desde a noite de terça-feira (17), trabalhadores dos Correios no Paraná decidiram suspender a greve e retornar ao trabalho nesta quinta-feira (19).
A paralisação foi decidida em assembleias realizadas em Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel Maringá, Londrina e Foz do Iguaçu e tinha começado às 22h de terça-feira. Nesta quinta, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom-PR) tem uma reunião de negociação com a direção regional da empresa.
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Os trabalhadores reclamam da falta de funcionários e sobrecarga de trabalho e pedem a contratação de novos trabalhadores - Marcelo Andrade/Gazeta do Povo |
De acordo com o sindicato, a maior preocupação não é com questões salariais, mas com a manutenção do emprego, principalmente via concurso público.
Uma nova assembleia foi marcada pelo sindicato para o dia 31 de março para avaliar e decidir os próximas ações. “Se não houver avanços no cumprimento de nossas reivindicações pela empresa, os trabalhadores poderão deflagrar uma nova paralisação”, afirma o sindicato em nota postada no site da entidade.
“Movimento injustificado”
Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira (18), os Correios consideraram o movimento de paralisação “injustificado”, já que todas as reivindicações já estariam sendo negociadas com representantes dos trabalhadores, seja em reuniões mensais do Sistema Nacional de Negociação Permanente dos Correios e, em alguns casos, até mesmo com mediação do TST.
A empresa nega que haja sobrecarga de trabalho. “Inclusive o percentual de horas extras no Paraná, usadas esporadicamente, sofreu redução no último ano”, diz os Correios em nota, completando que estuda a realização de um novo concurso público, seja para funcionários efetivos quanto para contratação por temo determinado.
Os Correios também afirmam que assinaram acordo de cooperação técnica para a implantação de ações integradas para prevenção e repressão de roubos a carteiros em todo Brasil, com o objetivo de proteger os trabalhadores da empresa.
Quanto às multas, a empresa diz que valores ressarcidos pelos empregados dizem respeito ao extravio de objetos, “os quais são cobrados apenas após exaustiva apuração a qual aponte a responsabilidade direta do profissional”.