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» » » » Em 15 anos, área improdutiva se torna centro de produção de laticínios

Assentamento produz 4 mil litros de leite por dia
Arapongas é considerado município polo da indústria, mas também tem força na zona rural, com destaque para o setor da agroindústria. Além de forte atuação na área de granjas – o núcleo da Colônia Esperança tem uma produção estimada de 1,5 milhão de ovos por dia -, o setor ganhou reforço com a unidade de laticínios da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran).

Dorcelina Folador - Inaugurada oficialmente no ano passado, a unidade agrega uma produção de 18 mil litros de leite por dia, somando 180 associados. A agroindústria nasceu no assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) Dorcelina Folador, considerado modelo de gestão e que completa 15 anos. Só o assentamento produz 4 mil litros de leite por dia. Para gerenciar toda essa produção, é que nasceu a ideia da cooperativa. A inciativa recebeu R$ 13 milhões em investimentos do governo federal e foi inaugurada pela presidente Dilma Rousseff. Hoje, a unidade estendeu a associação a outros sete assentamentos da região. Além de envazar leite, a fábrica produz bebida láctea, manteiga, nata, iogurte e queijo.

A presidente da Copran, Dirlete Dellazeri, afirma que o projeto tomou uma proporção maior do que o esperado. “Quando surgiu a ideia de cooperativa em 2009, não imaginávamos o quanto esse trabalho poderia crescer. Hoje temos oito caminhões de entrega do produto acabado, e fornecemos a merenda escolar para 37 municípios. São mais de 270 escolas municipais e estaduais de Apucarana e Arapongas atendidas pela cooperativa”, observa. Todo o trabalho da cooperativa, desde o rebanho, a produção, a distribuição e a entrega, é feito pelos assentados, a maioria deles jovens, que passam por um processo de capacitação.

A cooperativa também implantou uma marca própria, a Campo Vivo, para a comercialização dos produtos derivados de leite. “A indústria de laticínios é o resultado de vários anos de luta do MST no Estado, desde a conquista da terra até a implantação da agroindústria. Com ela, deixamos de servir as grandes indústrias, para nos tornarmos grandes produtores, agregar valor ao leite, ampliar nossa renda e levar os benefícios ao povo. Sai ganhando o assentamento e também Arapongas”, conclui Dirlete.


Blog em 11/10/2014
- Fonte: © 2014 Tribuna do Norte (TNOnline)

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