Consultor de negócios aponta medidas imediatas que auxiliam no uso consciente e contenção de gastos
Reprodução Portal Administradores
18/02/2015
O uso consciente da água tem sido tema de debate nas residências brasileiras. Com a crise hídrica instalada a níveis alarmantes em diversos estados, as famílias têm procurado cada vez mais soluções para combater o desperdício. Fernando Santiago, consultor de negócios e diretor do 4Legal Coworking em Brasília, explica que empresários e organizações também possuem responsabilidades cumprir sobre a conscientização da água.
“A melhor forma de descobrir onde estão os erros é observar as práticas diárias de consumo. Sob um olhar mais atento, muitos erros poderão ser identificados e, a partir desse ponto, uma campanha de conscientização pode – e deve – ser lançada dentro da empresa”, explica Fernando.
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| Imagem divulgação |
O especialista conta que as mudanças progressivas de hábitos trarão benefícios significativos a curto, médio e longo prazo, e contratar o serviço de um profissional especializado costuma ser indicado para a realização de um diagnóstico mais preciso e de mudanças mais efetivas.
“Faça a leitura semanal ou quinzenal dos hidrômetros. Essa prática bastante simples pode auxiliar a detectar a elevação anormal do consumo. Caso haja suspeita de vazamento, deve-se contratar um profissional capacitado que, com o uso de aparelhos, poderá detectar qualquer anormalidade, desde a rede até a caixa d’água”, sugere o diretor do 4Legal Coworking.
Fernando menciona outras maneiras de desperdiçar água, como a pressão de torneiras, por exemplo. “O simples fato de a água espirrar na pia quando se lava as mãos, consume um volume a mais desse recurso e, no final do mês, reflete em um gasto bastante elevado”. Para resolver esse problema, ele diz que basta a colocação de redutores de vazão nas torneiras. Isso deve deixar a água mais aerada e, assim, diminuir a pressão e evitar que a água espirre desnecessariamente.
Algumas alternativas imediatas para economizar água também são necessárias, como avisos de conscientização nos banheiros. “Apesar de ser a solução mais fácil de ser aplicada na teoria, é difícil de ser colocada em prática porque mexe diretamente na rotina das pessoas e na forma de operação das empresas. Existe também a falta de vontade das pessoas. A falta de incentivo e o desconhecimento são os principais obstáculos no caminho dessa solução”, ressalta.
Na prática – Juliana Guimarães, também diretora do 4Legal, conta que no escritório de coworking foram adotadas diversas medidas que têm surtido efeito. “Fizemos uma campanha para que cada coworker escolhesse um copo para água por dia, e assim evitar lavagem de copos em excesso. Os banheiros estão sendo limpos com materiais de limpeza diariamente e são lavados com água reutilizada das lavagens dos utensílios de cozinha duas vezes por semana. Já a faxina completa, que era realizada diariamente, agora é realizada duas vezes por semana”, pontua Juliana.
“Apesar da crise ser hídrica, as pessoas esquecem que o consumo de energia elétrica corrobora com o aumento do consumo de água. Por isso, nós incentivamos os coworkers a usarem metade das lâmpadas do escritório. Com isso, alguns foram mais radicais e ficam o dia todo com as lâmpadas desligadas, usando apenas as luzes gerais e não as individuais”, conta a diretora de marketing do 4Legal. “Agora também evitamos ligar todos os aparelhos de ar condicionado e até o aspirador de pó”.
