Em Pato Branco, litro da gasolina chegou a R$ 5 por causa dos protestos
Informações de G1 e Tribuna do Norte
25/02/2015
25/02/2015
Os protestos de caminhoneiros nas rodovias do Paraná começaram a afetar a distribuição de produtos em algumas cidades do estado. Em Pato Branco, no sudoeste, postos de combustíveis ficaram sem gasolina na segunda-feira (23). Em alguns, que ainda tinham combustível, o litro da gasolina atingiu a casa dos R$ 5,00.
Outro produto que começa a atrasar para chegar até o comércio local são os medicamentos. A atendente de farmácia Simone Rufatto diz que fez o pedido na sexta-feira (20) e a entrega estava prevista para o dia seguinte, mas só conseguiu receber nesta segunda-feira. “Por enquanto é só atraso, mas ainda está chegando”, afirma.![]() |
| Desabastecidos, postos de combustíveis em Arapongas, no norte, informam os consumidores sobre a falta dos produto (Foto: Alberto D'Angele/RPC) |
Duas fábricas da BRF, que detém as marcas Sadia e Perdigão, interromperam, na segunda-feira, a produção de aves porque não estão conseguindo transportar os produtos nas cidades de Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, no sudoeste.
Por meio de uma nota oficial, a BRF justificou a interrupção dos serviços é por causa dos protestos nas rodovidas, principalmente na região das duas fábricas. Segundo a BRF, as fábricas dependem diretamente do transporte nas rodovias do país para fechar todo o ciclo de produção e comercialização dos produtos.
A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) disse não concordar com a mobilização dos caminhoneiros. “Os transportadores estão contabilizando prejuízos e pedem medidas urgentes do governo federal, no entanto não compactuam com o movimento dos caminhoneiros, pois bloquear vias não é a melhor maneira de protestar", afirmou o presidente, Sérgio Malucelli.
As atividades foram paralisadas ainda na Confepar Agro-Industrial, em Londrina, no norte do estado. Segundo a direção da cooperativa, desde sábado não é possível captar o leite produzido. “São pelo menos 40 caminhões cheios de leite parados. E muita carga já está estragada. Só em Arapongas, são sete caminhões carregados de leite que não podem circular”, disse o diretor industrial e comercial, Algacir Bertoti.
Com isso, o abastecimento de produtos da Confepar na região está comprometido. Em média, a cooperativa entrega 70 mil litros de leite pasteurizado na região de Londrina. Por causa da paralisação, apenas Londrina está sendo abastecida. A direção disse que ainda não é possível calcular o prejuízo.
A categoria reivindica melhores estradas, redução do preço dos combustíveis e mudanças na tabela do frete para que seja cobrado por quilômetro rodado, não mais por viagem. Os caminhoneiros também são contra os altos preços do pedágio e dos impostos. Representantes do sudoeste do Paraná e do oeste de Santa Catarina propõem ainda carência de seis meses a um ano para os financiamento de veículos de carga e aposentadoria integral aos motoristas profissionais com 25 anos de contribuição. A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) disse não concordar com a mobilização dos caminhoneiros. “Os transportadores estão contabilizando prejuízos e pedem medidas urgentes do governo federal, no entanto não compactuam com o movimento dos caminhoneiros, pois bloquear vias não é a melhor maneira de protestar", afirmou o presidente, Sérgio Malucelli.
