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| Restos do barco foram retirados nesta sexta-feira (Foto: Prefeitura de Porto Murtinho/ Divulgação) |
A bordo também estavam 11 tripulantes paraguaios, sendo que oito sobreviveram, dois foram encontrados mortos e o proprietário do barco-hotel, Luiz Penayo, ainda está desaparecido. A partir de agora a operação continua em ritmo lento, com a retirada da embarcação, o trabalho dos mergulhadores em busca do último corpo está ainda mais difícil.
Moradores locais e mergulhadores acreditam que Luiz esteja dentro de uma cabine de metal, no fundo do rio, pois tudo o que sobrou do barco foi arrastado para a barranca.A Marinha do Brasil e do Paraguai também realiza buscas na superfície do rio, para o caso de encontrar o corpo boiando.
Resgate - Desde o início dessa semana, o Paraguai assumiu as buscas pelos corpos e durante dias, com a ajuda de mergulhadores e da população local, tentou arrastar a embarcação para próximo à margem. Por dois dias seguidos, parte do barco pode ser visto pelas pessoas que acompanhavam a operação de retirada da água, mas pouco tempo depois o cabo de aço não suportou o peso e arrebentou, os dois últimos corpos que foram encontrados foram de Roberto Vilhana, o Tião, resgatado na quarta-feira (1°) e Benedito Aparecido da Silva, , resgatado na quinta-feira (2).
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| Cabos se romperam quando cabo estava saindo da água (Foto: Toninho Ruiz) |
Acidente - O barco hotel "Sonho do Pantanal, de bandeira paraguaia, naufragou na tarde de quarta-feira (24), após ser atingido por um tornado. O vento de 93 quilômetros por hora destelhou casas, derrubou árvores e postes, prejudicou a rede de energia e tombou o barco que estava no rio Paraguai, cerca de 50 metros de atracar na margem estrangeira.
De acordo com a Marinha do Brasil, que atua no resgate, o barco “Sonho do Pantanal”, de bandeira paraguaia, navegava pela confluência das regiões Carmelo Peralta e Isla Margarida, em território do país vizinho, e foi levado para o meio do rio, em águas internacionais, pelo forte vento. O pânico dos passageiros e tripulantes também pode ter contribuído para o acidente.
Familiares de sobreviventes conversaram com a reportagem do Correio do Estado. A esposa do empresário Francisco Carlos Ferreira, de 60 anos, Helena Ferreira, disse que o marido havia participado outras vezes da viagem. “Ele ligou e me disse que não sabe nem como chegou à barranca”, disse a mulher, muito emocionada.
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| Tornado também causou destruição na cidade (Foto: Edcarlos) |
O mau tempo causou vários estragos no município. Casas foram destelhadas e pelo menos 300 árvores caíram. Ainda conforme a meteorologia, choveu 13 milímetros e os ventos chegaram a 100 km/h.
Com informações da Prefeitura de Porto Murtinho e do repórter fotográfico Toninho Ruiz.
Em 03/10/2014


